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    Tecnologia e Gestão da Saúde: desafios e oportunidades

    por 29 de abril de 2020 maio 6th, 2020 ANS, Custos Assistenciais, Sem categoria

    Gestão de saúde e tecnologia são termos cada vez mais diretamente ligados. O setor de saúde representa cerca de 9,4% do PIB, e o valor gasto em saúde privada somam mais de R$ 600 bilhões, segundo os dados do IBGE. É um dos mercados que mais crescem no país.  

    Segundo dados do IBGE,  estima-se que até 2060 o número de pessoas com mais de 60 anos mais que dobre de tamanho e atinja 32% do total de brasileiros, com o envelhecimento da população, que carrega consigo as doenças crônica. É uma tendência mundial, segundo a BBC, o mundo já tem mais avós do que netos. 

    Com o aumento das ferramentas digitais em saúde a ANS (Agência Nacional da Saúde Suplementar) criou uma política de Gestão de Tecnologia da Saúde com o objetivo em potencializar o benefício de saúde a ser obtido com os recursos existentes para assegurar o acesso da população às tecnologias disponíveis para os sistemas de saúde, com segurança, efetividade e igualdade.  

    O alcance da inovação tecnológica continua a crescer, mudando todas as indústrias à medida que evoluem. Na área da saúde, a tecnologia está cada vez mais desempenhando um papel em quase todos os processos, desde o registro do paciente até o monitoramento de dados, desde testes laboratoriais até ferramentas de autocuidado.

    Como a tecnologia mudou a gestão da saúde 

    Segundo a OMS estima que até 2035 o montante do PIB representado pelos gastos com saúde subirá para 25%. O mesmo estudo afirma que é utópico pensar que os recursos serão oriundos da saúde pública, o que eleva a responsabilidade da saúde suplementar.  

    O número de beneficiários da saúde suplementar deva crescer, e os gastos das operadoras de planos de saúde também. Encontrar maneiras para suportar essa mudança é a grande questão atual e a tecnologia na gestão de saúde pode ajudar nesse desafio.  

    Além de novos equipamentos e pesquisas de medicamentos, há também investimentos sistemas de marcação de consultas, prontuários eletrônicos, laudos e, principalmente, em inteligência artificial. No cenário mundial a área de saúde está cada vez mais investindo nas ferramentas com Inteligência Artificial. 

    As operadoras de saúde precisam ter uma boa compreensão de como a tecnologia atual mudou completamente a administração e a gestão da saúde.  

    A gestão ainda é realizada por planilhas de Excel e o cruzamento analítico e estratégico de informações é praticamente inexistente. Essa prática impacta diretamente na agilidade da tomada de decisões estratégicas.  

    Muitas vezes, pela demora no acesso às informações, as decisões têm que ser tomadas de forma intuitiva, sem dados reais do problema. Sem contar que muitos indicadores que chegam à Diretoria possuem variações. Isso porque cada área faz seu levantamento com um filtro diferente.  

    A falta de padronização e processamento de dados impacta diretamente na eficiência da gestão, representando 30% dos gastos  desperdiçados em saúde suplementar. É para mudar esse cenário as tecnologias de gerenciamento de dados e softwares de apoio à tomada de decisão — como é o caso do Dictas, desenvolvido pela Softplan — atuam.  

    Com a análise inteligente das informações é possível identificar gargalos, observar pontos de melhoria e, principalmente, mudar a cultura de atendimento e de gestão todo para a cultura data-driven, prevalente nos dias de hoje.  

    O modelo de gestão de saúde precisa ser pró-ativo. A análise inteligente de dados permite agir estrategicamente para prever o crescimento das necessidades.  

    Comportamentos fora do padrão também são facilmente reconhecíveis. Porém, com a tecnologia utilizada hoje, na maior parte das vezes são ignorados. É fundamental que eles sejam identificados para analisar causas e, se necessário, sanar problemas antes que se tornem gastos excessivos. 

    Fatores que impactam no futuro da gestão de saúde 

    Segundo os estudos consumidores de saúde estão cada vez mais ativo no processo de cuidados de saúde, exigindo mais transparência, conveniência e serviços de qualidade.   

    Redução de custo, tecnologias e doenças novas são discussões que acontecem no sistema de saúde de qualquer parte do mundo. 

    Há um reconhecimento entre os gestores de saúde de que eles precisam navegar por um cenário em mudanças, e precisam melhorar a conveniência e o acesso, reduzir custos e fazer a transição para uma experiência de consumo mais digital e ativamente engajado.  

    Mas o consumidor não é o único fator que os gestores esperam que tenha influência sobre planos de saúde, hospitais e sistemas de saúde no futuro. Listamos abaixo alguns fatores que impactam o futuro da gestão de saúde:  

    Modelos de pagamento baseados em valor:centros de Assistência Médica e Medicaid (CMS) dos EUA, alertou recentemente que os modelos de negócios focados apenas no aumento do volume — em vez de melhorar os resultados de saúde, coordenar o cuidado e reduzir o desperdício — não teria sucesso no ambiente de cuidados de saúde no futuro.  

    O novo Modelo de Remuneração Baseada em Valor (VBP), tem como premissa transformar a forma de remuneração na saúde suplementar. Portanto, esta medida visa aumentar a qualidade do serviço de atenção à saúde, racionalizar o uso dos recursos e evitar gastos desnecessários. 

    A Agência Nacional de Saúde Suplementar — ANS possui um papel fundamental para equilibrar a sustentabilidade do setor propondo novos Modelos de Remuneração. De acordo com estudo do Instituto de Estudos de Saúde Complementar (IESS) nos próximos 15 anos, os custos dos planos de saúde chegarão a cifra de 283 bilhões de reais. 

    Segundo Raquel Marimon, (Presidente da Strategy) em entrevista para Revista Visão de saúde (Nova publicação editorial da Abrange) “Estudos indicam que 30% dos procedimentos realizados nos hospitais não são realmente necessários.” Priorizar modelos remuneratórios baseados em Valores em saúde, será responsável por tornar os resultados mais transparentes para a sociedade. 

    Análise de Dados e Medicina Preventiva

    Devido ao aumento de gastos com saúde, a prevenção precoce de doenças nunca foi importante como é hoje. Isso se deve particularmente às ameaças crescentes de novas doenças, bem como ao desenvolvimento recente de melhorias na coleta de dados e tecnologia de computação.  

    Aumentar a quantidade de dados de saúde amplia a demanda para desenvolver solução eficiente, sensível e econômica para a prevenção de doenças. As medidas preventivas tradicionais focam na promoção de benefícios assistenciais.  

    O uso da tecnologia para promover a qualidade da saúde pode servir para melhorar a promoção e a prevenção de doenças. E investir em novas tecnologias de gestão da saúde é fundamental para a sobrevivência financeira das operadoras. No entanto, as vantagens relacionadas à saúde da população todo são ainda mais evidentes.  

    A análise de dados é extremamente eficiente para identificar gastos em excesso, mas também para atuar preventivamente em prol da saúde dos beneficiários. Quando geridos da maneira correta, os números são capazes de apontar a eficácia das práticas assistenciais.  

    Outro bom exemplo são os gastos com campanhas de prevenção. Elas são feitas com o objetivo legítimo de informar sobre determinada doença e tentar diminuir a prevalência. Mas será que são realmente eficazes? Apenas com dados estatísticos referentes a esse tipo de informação é possível saber qual campanha realmente vale o investimento financeiro. 

    Importante pensar como a tecnologia pode ser usada para utilizar os recursos de forma eficiente e clara. O processamento inteligente permite o reconhecimento de padrões de utilização de pacientes crônicos, estes que não realizaram exames preventivos, hiperutilizadores, especialidades médicas, entre outras inconsistências. Podando todas as formas de desperdícios e inconsistências, o foco passa a ser somente o que realmente importa: a saúde.  

    Com o Dictas, é possível analisar de forma profunda os dados da operadora de Saúde, com a agilidade necessária para uma gestão eficaz.

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