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Modelo de Remuneração Baseada no Valor: Quais os principais desafios?

por 6 de agosto de 2019 agosto 12th, 2019 ANS, Custos Assistenciais, Sinistralidade, Transformação Digital
Modelos de Remuneração baseada no valor

Você já ouviu falar sobre Modelo de Remuneração Baseada no Valor? Em particular, o Brasil passa de forma rápida pela transição demográfica de envelhecimento da população. Além do aumento de pacientes crônicos o que potencializa ainda mais os custos assistenciais.

Um dos maiores desafios para instituições de saúde é o sistema de remuneração vigente em seus serviços. O fee for service o prestador recebe pela utilização dos serviços. Em 2018, a partir de dados extraídos pela Agência Nacional de Saúde Suplementar — ANS, apenas 4% dos valores pagos aos prestadores de serviços na saúde suplementar foram realizados por outros modelos, alternativos ao modelo vigente de remuneração(ANS, TISS/2018).

A Agência Nacional de Saúde Suplementar — ANS possui um papel fundamental para equilibrar a sustentabilidade do setor propondo novos Modelos de Remuneração. De acordo com estudo do Instituto de Estudos de Saúde Complementar (IESS) nos próximos 15 anos, os custos dos planos de saúde chegará a cifra de 283 bilhões de reais.

O novo Modelo de Remuneração Baseada em Valor (VBP), tem como premissa transformar a forma de remuneração na saúde suplementar. Portanto, esta medida visa aumentar a qualidade do serviço de atenção à saúde, racionalizar o uso dos recursos e evitar gastos desnecessários.

A seguir, separamos os principais desafios enfrentados para implantação na hora de construir um Modelo de Remuneração Baseada no Valor.

Por que os custos com saúde no Brasil só aumentam?

Além disso, diversos são os fatores que contribuem por aumentar os custos na saúde, isto é desde doenças infectocontagiosas e crônicas a serem tratadas, envelhecimento populacional, fraudes nos sistemas, saúde financeira do setor entre outros.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), desde abril de 2018, são emitidos alerta sobre possibilidade de aumento de doenças infectocontagiosa — a volta do sarampo, por exemplo. Devido à situação econômica da Venezuela, muitos refugiados optam por vir ao Brasil. O país deixou de vacinar a população por questões econômicas e políticas. 

Segundo Ministério da Saúde em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Cerca de 40% da população adulta brasileira, o equivalente a 57 milhões de pessoas, sofrem de pelo menos uma doença crônica não transmissível (DCNT). 

Em suma, quanto mais velha uma população, maiores são os gastos com a saúde. Segundo IBGE, até 2030 a população brasileira será em sua maioria idosa. Pois, a mudança do perfil demográfico por si só, já representa um desafio em atrelar a gestão da saúde e a sustentabilidade financeira.

Segundo Raquel Marimon, (Presidente da Strategy) em entrevista para Revista Visão de saúde (Nova publicação editorial da Abrange) “Estudos indicam que 30% dos procedimentos realizados nos hospitais não são realmente necessários.” Priorizar modelos remuneratórios baseados em Valores em saúde, será responsável por tornar os resultados mais transparentes para a sociedade.

Afinal, o mercado healthcare, está discutindo mudança na saúde suplementar, principalmente no que se diz a respeito a pagamento a médicos e instituições prestadoras de serviço. 

Quais os principais desafios para implementação de novo Modelo de Remuneração?

Mudanças no modelo de remuneração estão acontecendo em escala internacional. Igualmente, não há um consenso sobre a melhor opção. Todavia, há unanimidade em que os novos modelos de remuneração o foco seja a experiência do usuário gerando impactos positivos no desempenho dos prestadores de serviço e dos indicadores de atenção à saúde. 

Instituições de saúde como o hospital Alemão Oswaldo Cruz e o Hospital Albert Einstein, já adotaram o sistema VBP. Por isso, os resultados visam aumentar a qualidade do serviço prestado. Os modelos com maior vigência na visão dos especialistas são os modelos mais defasados e contribuem para o desperdício de recursos. 

Segundo a ANS os principais desafios para implementação são:

  • Resistência dos prestadores de serviços, sejam médicos ou hospitais, em relação à adoção de modelos diferenciados de pagamento; 
  • Riscos da implementação de modelos inovadores sem a devida organização do sistema, podendo comprometer a qualidade e a segurança dos serviços prestados; Ausência de sistemas de informação; 
  • Necessidade de capacitação dos profissionais envolvidos; 
  • Eventuais distorções, que podem ser provocadas pelos diferentes modelos de remuneração;  
  • Necessidade de estruturação de um sistema de gestão dos serviços de saúde eficiente e bem organizado, que contemple o acompanhamento de indicadores de saúde; 
  • Pouco conhecimento do perfil epidemiológico e demográfico das populações assistidas, com informações relacionadas aos riscos populacionais e sua distribuição geográfica; 
  • Inexistência de uma clara classificação de hospitais;
  • Necessidade de criação ou adaptação e utilização de classificação baseada em diagnósticos. 

(UGÁ, 2012; BOACHIE et al., 2014; BICHUETTI e MERE JR., 2016; PORTER e TEISBERG; 2007; OMS, 2010; MILLER, 2014).

O que propõem o Modelo de Remuneração baseado em Valor?

Segundo Rodrigo Aguiar, diretor de desenvolvimento Setorial da ANS o modelo vigente mais utilizado no Brasil é o pagamento por procedimento.

“A cada atendimento, exame, cirurgia, é feito um pagamento ao prestador, não importando a qualidade do serviço. O Brasil é, por exemplo, o campeão mundial em realização de ressonância magnética.”

O Modelo de Remuneração baseado em Valor propõe mais de dez modelos em que o pagamento se vincula por resultado em atenção à saúde. Assim, a entrega de valor passa a ser centrada no paciente. Logo, vai contribuir para desfechos clínicos mais ágeis e direcionados. 

OValue Based Payment (VBP), ou modelo de Remuneração Baseada em Valor. Propõe que o pagamento dos serviços passe a ser realizado pela qualidade do resultado clínico proporcionado ao paciente.

O modelo VBP tem se tornado popular, devido a sua eficiência, praticidade e uso de tecnologias inovadoras. Como foi abordado no E-book produzido pelo Dictas, Tendências de Mercado para 2019: transformação digital na Saúde. 

A estimativa é que em 2019, cerca de 15% dos gastos globais com saúde estarão vinculados ao conceito de Remuneração Baseada em Valor.

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