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Como criar uma cultura Data-Driven na Saúde?

A cultura data driven consiste, basicamente, em tomar decisões com base na análise de dados. Ou seja, a estratégia é embasada em dados, são eles que estão no centro de todo o planejamento. Os insights não surgem do feeling dos gestores, mas de informações coletadas e analisadas. Por isso, é cada vez maior a necessidade de recursos que viabilizem a gestão dos dados de forma rápida e precisa.

Criar uma cultura Data-driven nas empresas, especialmente de saúde, é um desafio para o gestor que já compreendeu que basear decisões em dados passou a ser um diferencial competitivo importante. A quantidade de dados gerados por aplicativos, softwares e pelos próprios pacientes cresce a cada dia. No entanto, é o momento para organizar e principalmente lidar estrategicamente com eles.

Cultura Data-Driven e Senso Comum

Portanto, pensar baseando-se na cultura data-driven significa sensibilizar decisores e equipes sobre a importância de fundamentar as decisões  em dados e inserir essa prática na rotina das empresas de gestão em saúde. Apesar de parecer simples, não é. O fato é que há muito senso comum e hábitos que já estão tão enraizados no comportamento que fica difícil inserir uma nova perspectiva.

A mudança começa quando nos damos conta e aceitamos que o senso comum nem sempre está certo. Cada empresa tem diferentes universos de clientes, contextos, momentos e situações paralelas que podem resultar em cenários que fogem do habitual.

Um exemplo de mito que a análise de dados põe por terra é que “as operadoras pequenas têm o pior resultado”. Quando consultamos dados da Agência Nacional de Saúde, vemos que isso não é verdade. Há diversos exemplos que mostram que as operadoras pequenas possuem uma sinistralidade menor do que as maiores. Isso significa que possuem melhor performance e conseguem constituir com mais facilidade os provisionamentos técnicos e ativos garantidores. A partir disso, o gestor que não ficou preso ao senso comum poderia ir em busca das causas e aplicar boas práticas em seu próprio contexto.

Outro aspecto interessante a ser observado sobre a cultura data-driven diz respeito à capacidade que a inteligência artificial tem, de forma geral, de realizar a clusterização de informações que, por conta do senso comum, uma operação manual não seria capaz de identificar. Com dados trabalhando por conta própria, eventos fora do padrão passam a ser facilmente identificados. O papel das pessoas envolvidas na tarefa passa a ser somente estratégico, ou seja: o que fazer com esses dados?

3 Dicas do Gartner para criar uma cultura Data-Driven

Agora que já refletimos sobre a importância de criar uma cultura Data-Driven nas empresas de saúde, vamos ao desafio central deste texto: como convencer gestores e suas equipes a compreender e valorizar a gestão guiada por dados?

A boa notícia é que você não está sozinho neste desafio. Tanto que o Gartner, uma das empresas mais reconhecidas do setor pela realização de pesquisas e por apontar tendências, lançou recentemente um artigo no qual apresenta algumas perspectivas e reflexões sobre o futuro da análise de dados. Selecionamos 3 pontos que consideramos fundamentais para criar uma cultura data-driven:

Realize uma campanha de sensibilização

A compreensão da importância de tomar decisões totalmente embasadas em números não é nova. Porém, agora tem ganhado corpo na medida em que mostra resultados. Por isso, muitas empresas estão desenvolvendo essa cultura internamente. A tarefa, porém, não é fácil.

A maioria das pessoas está acostumada a seguir valores antigos. A questão é que, muitas vezes, são baseados no senso comum ou apenas na força do hábito. Tenha em mente que talvez seja necessário partir do zero e criar uma verdadeira campanha de sensibilização. Afinal, toda mudança cultural em uma empresa exige esforços e não costuma acontecer de uma hora para a outra. O resultado, no entanto, tende a ser compensador.

Dados não são subproduto, são recursos

Aplicações que não são capazes de gerar contextos e identificar padrões e desvios tratam dados apenas como um subproduto. Dessa forma, são apenas números, sem contexto. Para criar uma verdadeira cultura Data-Driven é preciso compreender que ações efetivas são baseadas em dados que vêm antes da ação.

Vamos imaginar a seguinte situação: uma operadora de saúde identifica que um dos maiores ofensores dos custos é a realização de determinado exame. A análise mais aprofundada dos dados permite verificar um ponto fora do padrão: tal exame vem sendo solicitado 1,5 vezes a mais do que a média. Indo mais a fundo, identifica também que o valor pago neste exame é 50% maior para um determinado prestador. Diante desses dados, consegue desencadear uma série de ações. Entre elas,: identificar o perfil de usuários atendidos para validar a real necessidade do número de exames solicitados; traçar uma ação de conscientização que evite a solicitação de exames desnecessários e, até mesmo, calcular o potencial de economia com a realização de ajustes e renegociação do contrato.  

Compreensão Qualitativa do Valor

Como vimos, a compreensão de valor vêm do dado tratado e transformado em ação. No entanto, mudanças de qualquer tipo sempre são uma pauta sensível em qualquer organização.

Quando se trata de mudar completamente a forma de trabalho de equipes inteiras, esse desafio torna-se maior ainda. Por isso, é preciso ser concreto e literal. É necessário apresentar números, exemplos e provar que a tecnologia não diminui o trabalho das pessoas e sim o potencializa.

Vale lembrar que nos últimos 3 anos foram produzidos mais dados do que o resto da história da humanidade. Hoje, os dados são considerados o novo petróleo: por si só não tem valor, mas quando refinado tem um valor inestimável. Isso quer dizer que nada adianta o gestor ter centenas de dados (fato que ocorre na saúde). Ele precisa saber refiná-los para só então gerar significado e, consequentemente, valor.

A transformação digital na saúde já vem acontecendo e é necessária. Ela é base para que cada vez mais decisões assertivas sejam tomadas. Assim, contar com soluções capazes de auxiliar nessa tarefa, como o Dictas, que não apenas analisam, mas sinalizam pontos de atenção e geram insights, é fundamental para a gestão inteligente e sustentável das empresas do setor de saúde.

 

 

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